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Beto Pandiani e Igor Bely concluíram uma das aventuras mais fantásticas já feitas com um catamarã sem cabines: a travessia do Oceano Pacífico, partindo do Chile para chegar à Austrália.

Betão iniciou suas travessias partindo de Miami (EUA), com destino a Ilha Bela (SP – Brasil), e já completou grande parte de uma travessia ao redor do mundo, sempre utilizando estes pequenos barcos sem cabine. Nesta última grande etapa, a mais longa até então, Betão e Igor contaram com o apoio da Holos, onde o barco comprado na Europa aportou quando chegou ao Brasil. O primeiro contato com a Holos se deu durante o Boat Show do Rio de Janeiro, em 2008, quando Beto Pandiani parou para conversar com Lorenzo, engenheiro naval e sócio da Holos Brasil, sobre um pau de spinnaker em fibra de carbono, em exposição no stand da Holos. Inicialmente interessado num tubo em carbono, que seria usado para desvirar o barco caso capotasse, Beto percebeu que a parceria poderia ir além e escolheu a Holos como estaleiro responsável pelo preparo do barco para a travessia.

Na Holos, o catamarã foi inspecionado rigorosamente e uma série de alterações foram propostas, das quais destacamos a recuperação da estrutura interna do casco, a instalação de um fundo duplo preenchido com blocos de poliestireno - para garantir uma reserva de flutuabilidade em caso de avaria -, duas novas gaiútas, tampas de acesso aos cascos em caso de capotagem e dois compartimentos estanques para cada casco. Também foram fabricados na Holos, usando fibra de carbono e divinycell, os "trampolins" (plataformas externas aos cascos), base das barracas habitadas por eles e onde passaram a maior parte do tempo.

Também em carbono, foram fabricados um tubo de três polegadas - usado para desvirar o barco - e o flutuador do mastro (apelidado de Zepelin, devido ao formato), cujo objetivo é impedir que o barco vire totalmente caso o barco capote.

Para a fabricação destas peças, não há critérios estabelecidos que garantam seu funcionamento. Há uma linha muito tênue entre a segurança e o desempenho. Apesar dos cálculos feitos para o dimensionamento das peças, um período de testes com muitas velejadas, ainda em Ilha Bela, foi fundamental para que desenvolvessem confiança no barco e nas novas peças. Apesar de um cronograma apertado, cumprir os prazos estabelecidos foi essencial para que se respeitasse esta fase de testes. Já o flutuador de top (Zepelin) e o método bolado por Igor para desvirar o barco só puderam ser testados no Chile, com o barco pronto para a partida, quando se verificou, enfim, que o barco estava absolutamente pronto para a travessia.

Boa parte desta história está disponível para todos em forma de vídeo, livros e no site do grande navegador Beto Pandiani.

Para nós da Holos, que assumimos grande responsabilidade neste projeto, ficou o orgulho e a satisfação de termos participado deste projeto, fazendo exatamente o que nos propomos a oferecer aos nossos clientes: projetar e construir embarcações e peças técnicas em materiais compostos com alto grau de sofisticação e conteúdo tecnológico.

Para saber mais sobre a Travessia do Pacífico, acesse o site do Beto Pandiani.


Beto Pandiani and Igor Bely have completed one of the most fantastic adventures ever on a catamaran without cabin: the crossing of the Pacific Ocean, starting in Chile and finishing in Australia. Beto started his crossings from Miami to Ilha Bela (Brazil) and has completed most of a trip around the world, always on these small catamarans. In this last adventure, the longest since, they counted on Holos to help out. During the Rio Boat Show in 2008, Beto approached Lorenzo Souza, naval engineer and partner at Holos Brasil, about a spinnaker pole made of carbon fibers that the company was exhibiting during the fair. Beto was initially interested in a carbon tube to right the boat in case of capsizing. Although, he realized this partnership could go a lot further. That is how Holos became responsible for preparing the boat for the crossing.
At Holos, the catamaran was inspected and a series of changes were purposed, such as recovering the inner structure of the hull, installing a double lining filled with polystyrene blocks, a couple of new hatches, lids for accessing the hulls in case of capsizing and 2 water tied compartments for each hull. The mast top floter and a 3" tube used to upturn the boat were also made at Holos, out of kevlar and carbon fibers, and the platforms external to the hull, out of carbon fibers and divinycell.
There are no specific criteria for developing these parts that could guarantee their proper functioning. There's a fine line between safety and performance. A trial test was essential so the two adventurers could begin to trust the boat and its new parts. Despite a very tight schedule, sticking to the deadline was extremely important to enable this trial stage. A big part of this story is available in video, books and online, at Beto Pandiani's webpage.
The Holos team, after great responsibility during this project, keeps the pride and satisfaction of having taken part doing exactly what the company aims to do for our clients: design and build boats and technical parts in composites, with high standards of sophistication and technological content.
To learn more about the crossing, check out Beto Pandiani's webpage.
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