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Holos marca presença na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável
Nas regiões ribeirinhas da região Norte do Brasil, o modelo rodoviário não é viável e o transporte acaba sendo pelos rios, utilizando embarcações a diesel para o transporte de pessoas. Projetado para transportar 20 passageiros e mais dois tripulantes, o barco movido à energia solar, do tipo de casco Catamarã, terá aproximadamente 10 metros de comprimento e 3,2 metros de boca e busca substituir o sistema baseado em combustíveis fósseis por embarcações movidas a energia solar, 100% limpas. “Pela primeira vez no Brasil temos uma embarcação movida a energia solar”, diz o diretor da Holos, Lorenzo Cardoso.

O protótipo, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ficou exposto no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, como parte das amostras de projetos de desenvolvimento sustentável da conferência Rio+20.

O barco será doado à comunidade ribeirinha Santa Rosa, de Belém, onde será usado no transporte de estudantes. Atualmente, o trajeto dos alunos até a escola e de volta para casa é feito por cerca de 40 pequenas embarcações contratadas pela prefeitura local.

Segundo Alexandre Montenegro, pesquisador da UFSC, o barco solar permitirá a redução da poluição por parte das embarcações movidas a diesel nos leitos dos rios. Ajudará também a reduzir o estresse dos animais da região. Os motores elétricos são silenciosos, ao contrário dos movidos a combustão.

O barco terá módulos solares instalados no teto, com potência de 4kWp (quilowatt-pico); conjunto de baterias com autonomia para cinco horas de navegação à noite; dois conversores de corrente contínua (das baterias) para corrente alternada (dos motores elétricos) e dois motores elétricos, responsáveis pelo sistema de propulsão, com sistema de refrigeração a água 30% mais leves do que os similares com refrigeração a ar”, explicaram os pesquisadores.

No atracadouro, junto à escola de Belém, será construída uma oficina solar, com potência de 16kWp e banco de baterias. Quando o barco atracar, as baterias serão carregadas por meio de conexão com tomada especial a um terminal elétrico. Assim, contará com armazenagem extra de energia, necessária em dias de muita chuva, comuns na região.

Na oficina também haverá refrigeradores para permitir à comunidade acondicionar de forma apropriada alimentos perecíveis, como peixes e frutas. Ali será instalado também um sistema de purificação de água por luz UV (ultravioleta).

O projeto é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), e tem apoio da Eletrobras.
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